sábado, 4 de dezembro de 2010

Encontrada a essência humana.


"O ser humano se distingue do resto dos animais por possuir um telencéfalo altamente desenvolvido e um polegar opositor".
À frase acima, algo poderia ser adicionado: "O ser humano se distingue do resto dos animais por possuir um telencéfalo altamente desenvolvido; um polegar opositor e a capacidade de ser sublime."
Desde os tempos mais primórdios, onde sociedades não possuíam um terço da tecnologia hoje existente, o ser humano já aparentava tal característica.

Uma coisa curiosa é a pós-modernidade!
Não sei se vocês comungam desta opinião, mas parece que o dia de hoje é pós tudo!
Pós revolução; pós modernismo; pós punk; funk!
Já estamos até no pós-Backstreet Boys!
(Infelizmente ainda não chegamos no pós-Luan Santanna)

O fato é que se vive hoje num tempo em que o próprio avanço das coisas em si gerou uma verdadeira falta de perspectiva.
Se nada mais há a desvendar no globo, se toda revolução é página de livro de história, então o que fazer?

Eis que a pós-modernidade, aliada à política governamental de inclusão digital cria o maior paradigma artístico do milênio, sob a égide ''minha mulher num deixa não.''

Esse 'manifesto' (vamos assim chamar) não é um grito isolado duma comunidade específica, mas um coro que cada vez mais se fortalece devido ao alcance da internet, local mais democrático hoje existente.

Esse vídeo que tanto chamou a atenção, é avantgarde já pelo título.
Não contente com uma simples palavra para denominar sua obra, o sagaz dj Sandro logo pôs uma frase inteira:"minha mulher não deixa não", mesclando sua pós-modernidade com um pouco de barroco

Logo em seguida, a imagem "abre" para a visão de uma praia, um carro, uns 'boy'
sentados na areia e um carinha lá atrás olhando tudo (e provavelmente) pensando "Que merda é essa que esses caras tão fazendo?"
O início da música, uma melodia febrilmente trabalhada por um habilidoso tecladista marca a pegada que se dará durante todo o tempo.

Outro fato que provavelmente mais caracteriza esta obra como vanguardista, é o diálogo que se estabelece na música, pois sim, se inicia uma conversa entre o doido de chapéu do carro e o 'maloqueirin' sentado, onde (entre outras coisas) um convida o outro a sair a beber e fumar, recebendo uma recusa com a seguinte frase:
"Vou não, quero não, posso não, minha mulher não deixa não, não vou não, quero não."
(Ainda estamos tentando contar quantos 'não' existem na frase, caso alguém seja estudante do curso de matemática, faça o favor de oferecer-nos ajuda!)

E é ao som deste verso alexandrino que os nobres rapazes dão início a uma psygroove- new generation, bela apresentação artística criada pelos próprios dançarinos em consonância com o hip hop de guetos franceses.

Se um alienígene à terra viesse e ao povo humano pedisse uma obra que resumisse toda a cultura de seu povo, certamente seria indicado o fizer "Minha mulher num deixa não.", o que prova que DJ Sandro é mesmo 'O moral de Paulista'.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Underground recifense


Pros que pensam que a cena punk já não mais existe, aqui vai: não só existe como também está ativa social e ideologicamente.
O punk não surgiu por acaso. Tanto nos Usa, como na Inglaterra, o movimento foi criado, antes de mais nada, com o intuito de difundir uma ideologia, sendo a música; as vestimentas e o comportamentos suas formas de expressão. Muito da cultura punk bebeu do niilismo e das vanguardas pós-guerra, onde o descontentamento e descrença no ser humano imperavam. O próprio câmbio no conceito de arte daquela época, através (principalmente) do dadaísmo, permitiu uma liberdade maior à criatividade.
O fato é que, estando numa época tão agitada tal qual o pós-guerra, nada mais óbvio de acontecer do que o nascimento de uma cena sócio/musical, fruto do casamento entre a revolução das aparências externas e internas com um som sujo e pesado, repleto de letras que mais parecem manifestos políticos.
Em Recife, atualmente a cena underground conserva suas resistências. Bandas punk conhecidas como Devotos e Subversivos ainda estão na ativa, esta última carregando um simbólico som Oi!
O “Oi!” se difere das demais “vieses” por ser realizado por skinheads. Os skinheads a que me refiro não são aqueles adeptos do neo-nazismo, cujo estereótipo é um fanático racista. Não, não, o skinhead que falo é bem outro.
Esses caras são muito mais adeptos do anarquismo do que outra ideologia qualquer, pois pregam bastante o livre-arbítreo e a negação da propriedade privada.
Pois bem. Fomos recentemente a um show que reuniu três bandas de diferentes momentos punk, que foram: Love Toys, Rabujos e Subversivos. O primeiro som, Love Toys, tinha uma pegada fortemente pop, com direito à distorção pseudo-emo nos solos e backing vocal em quase todos os refrões. O que tornou essa banda tão “cute” foi o fato de que é um som limpo, extremamente flexível se comparado à segunda.
Os Rabujos fazem jus ao nome. Creio que nunca presenciei tamanha disparidade entre duas bandas subseqüentes, porque diferentemente dos Love Toys, Rabujos tem uma proposta de chocar, de produzir um som imundo e extremamente trash. A própria visão dos integrantes dá medo a alguns, porém, creio que seja exatamente isso o que deseja o grupo.
Por fim, vimos o show dos Subversivos. Dá para perceber, apenas olhando para o vocalista, que a banda é uma resistência ideológica. Produzindo um som pesado, (porém menos pesado que o trash) os Subversivos estão no palco muito mais pela necessidade de protesto do que pelo simples desejo de tocar. Percebe-se que o foco do grupo não é a melodia, (apesar de esta deter uma incrível importância no som) mas sim o vocal, onde se realizam verdadeiros discursos contra a sociedade pós-moderna, as mídias-marrons e uma ojeriza cuspida no sistema.
Um dos defeitos mais graves perceptíveis nessas duas últimas bandas, foi o fato de que o público nada (ou quase nada) entendeu das letras, pois além da acústica do local não ser muito favorável, o nível gutural da voz beirava o ininteligível. Acontece que, se há uma preocupação tão grande no sentido de conscientizar, de que forma eles podem fazê-lo se é difícil de entendê-los até mesmo em cd’s?

*P.S.: depois de uma gravadora, até Felipe S vira cantor.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

terça-feira, 10 de agosto de 2010


A fórmula do sucesso do conjunto guitarra e vocal é tão antiga quanto ambos os instrumentos de expressão musical, tendo eles aprimoramentos técnicos e avanços tecnológicos ao longo do tempo. O grande chamariz dessa combinação se deve a vários fatores, como presença de palco do(s) músico(s), extravagâncias técnicas e visuais, entre outras coisas. Levando-se isso em consideração, dissertemos sobre duas combinações de guitarra e vocal que foram (e são) eternos destaques, sendo uma no hard rock e uma da vertente 'normal' do estilo'; e também sobre um só músico que combinou os dois.

Steven Tyler e Joe Perry:

Entre tapas e beijos, a dupla Tyler/ Perry alçou o Aerosmith à marca de banda de rock que mais vendeu discos na história dos Estados Unidos. Digo entre tapas e beijos por puro eufemismo, pois desavenças entre os dois não são novidades sequer pra um leigo musical. De escândalos que iam de brigas entre esposas a copos de leite (que, curiosamente, ocasionou a saída mais recente de Tyler da banda, desmentido por ele depois), a dupla sempre foi o destaque de seus shows, acompanhados pela consistente cozinha de Tom Hamilton e Brad Withford, mais a guitarra de Joey Kramer.

John Lennon e George Harrisson:

Uma das mais conhecidas ligações, Harrisson e John Lennon reforçaram o anseio de elevar o elo guitarra-vocal ao status mais alto, (financeira e popularmente falando) pois fizeram perpetrar no inconsciente geral o gosto por este tipo de melodia. Além do mais, o guitarrista foi ousado o suficiente para introduzir na cena musical do ocidente (de uma forma mais concreta) instrumentos indianos, pouco utilizados de um modo geral.

Jimi Hendrix:

Indo mais além do que a visão de seu black power, Jimi conseguiu imprimir, com muita velocidade e técnica, músicas nas quais o canto era uma ligação, uma corda que puxava sua guitarra na direção melódica por ele desejada. A ligação vocal-guitarra é tão visível em Jimi, que músicas como “Fire” e “Voodo Chile” falam por si próprias, sem necessitar de explicação.

Pra que fique clara a força de tal elo, aqui vai uma frase de Steven Tyler.:
"mesmo depois de 39 anos de estrada, eu ainda faço parte da melhor banda do mundo e toda manhã agradeço a Deus por mais um dia de Rock".

segunda-feira, 9 de agosto de 2010





Só posso me sentir uma vazio tão nostálgico
quando me perguntam do passado e eu não sei dizer
eu tenho saudade de alguém que nunca esteve ao meu lado, meu bem
e eu quero viver uma ralidade bem maior que o


céu, céu, céu, céu... além daqui


não penso em nada, não sigo minhas vontades
não faço jus à minha alma, e fico inerte ao que passa


fui um acidente encomendado, fui um mártir do incerto
e eu quero viver só um dia mais feliz que o normal


céu, céu, céu, céu... além daqui


- Fernando Henrique

domingo, 25 de julho de 2010

Do que é feito um bassman?


Bom, como a maioria esmagadora que acessa esse blog é composta por amigos próximos, grande parte deles sabe que eu toco (enrolando) baixo. Oque me fez pensar nesse post são as 5 perguntas que mais me fazem, em todos os aspectos em relação a o instrumento. Confesso que, ja que toco a muito pouco tempo (pouco mais de 3 anos), vou me esforçar ao máximo pra explicar corretamente alguns pontos.



1. Qual o papel fundamental do baixista numa banda?


O baixista (tocando um contrabaixo elétrico ou acústico), tem a função de ser o elo de ligação (sic) entre a guitarra e bateria. O instrumento se utiliza dos graves, e agudos, para dar um 'peso' a música. Para ser aquilo que geralmente falta nela.


2. Ah, mas porque o baixista 'X' não apenas acompanha a(o) (inserir nome de instrumento), e faz do baixo praticamente um instrumento solo?

Bom, o baixo é um instrumento bastante versátil. Ás vezes, nos deparamos com estilos musicais (e estilo dos próprios baixistas!) que são apenas de fazer um acompanhamento da guitarra, usando as tônicas dos acordes, ou fazendo a chamada 'cozinha' com a bateria. A questão é que, com o tempo, o baixo vem deixando apenas de ser um instrumento base para se tornar quase que um solista mesmo, vide Les Claypool no Primus ou Flea no Red Hot Chili Peppers. Esses baixos mais destacados se devem a muitos motivos, como timbragens singulares, efeitos, usar-se outras notas do acorde, passagens, cromatismo e etc.

3. O que é um groove?

Se eu estivesse sem tempo pra explicar oque é um groove, eu apenas mostraria esse video: http://tinyurl.com/2f33k43. Um groove é uma coisa meio funky, meio soul, que vem, principalmente, da mescla de baixo e bateria. É aquela sensação engraçada que te faz acompanhar a musica com a cabeça.

4. Um baixista pode usar efeitos?

Bom, na minha humilde opinião, pode sim. Deve, pra falar a verdade. È verdade que eu conheço baixistas que não gostam de efeitos, que são os verdadeiros 'Plug and Play', ou seja, ligar o baixo no amplificador e fim de conversa. Já conheço outros, que gostam de efeitos de modulação, e outros que preferem mudar a timbragem dos instrumentos. Ja vi uns até parecem verdadeiros guitarristas, indo tocar com mais pedais/fontes/pedaleiras que o próprio guitarrista!
A verdade é, que não há consentimento universal em relação a isso, vai do gosto de cada um. Tenho dois pedais, um Bass Overdrive da Groovin' e um Compressor Sustainer (eu acho, esqueci o nome do dito cujo) CS-3 da Boss, e estou bastante satisfeito com eles. Com vaga pra mais um, até.

5. É melhor tocar com palheta ou com os dedos?

Essa é a famigerada, hahaha.
Bom, como quase em tudo na música, não há tambem um consenso universal em relação a isso.
Na verdade, o pizzicato (técnica em que usam os dedos) foi criado por um rapaz, que infelizmente não lembro o nome, que tocava um contrabaixo acústico 'upright' (o famoso 'grandão) com um arco. Sendo que, durante uma performance, seu arco quebrou! A partir disso, ele teve que usar de toda uma malemolência para tocar o resto das músicas com o dedo. E ai estava criado o pizzicato.
Já a palheta é um artifício trazido por guitarristas que passaram a tocar baixo elétrico (que é um instrumento absurdamente novo, com pouco mais de 50 anos), coisa que facilitava o trabalho deles.
Mas, nos dias de hoje, a variação entre essas duas técnicas se deve pela intenção do intéprete ou pelo estilo que ele está tocando, apesar de eu, particularmente, achar a palheta um pouco mais limitada.
A vantagem principal de se tocar com a palheta é, em minha opinião, a velocidade que o músico ganha ao se tocar as frases. Por isso ela é usada principalmente no rock, no punk, metal e etc.
O ponto negativo dela, é de uma certa limitação tanto sonora, quanto física para se tocar algumas coisas. Eu posso tocar punk utilizando meus dedos, que ainda sim fica soando legal, mas dificilmente ficaria bom tocar funk, ou reggae, com uma palheta, já que vai ficar um som muito estalado e peculiar, enfeiando a música.
Já o pizzicato é uma técnica mais difícil, mais versátil e abundantemente utilizada pelos baixistas hoje em dia. Usando-se os dedos, o músico 'sente' mais as cordas, tem uma facilidade maior para pular cordas e pode mudar mais facilmente para outras técnicas, como Slap ou Tapping.
A única desvantagem que eu observo é a de uma dificuldade um pouco maior de se obter velocidade (coisa que se consegue com treino), e os cruéis calos formados nos dedos, hahaha.

BONUS:

6. O que é o Slap, e porque ele (na maioria das vezes) soa tão bem?

O Slap é uma técnica considerada exclusiva do contrabaixo, já que ela foi criada nele mesmo, e por acaso!
A história de sua criação é um pouco controversa, já que não se sabe ao certo quem inventou. Diz-se que num dia de ensaio, o baterista de uma banda 'x' faltou, e o baixista, para tentar compensar essa falta, começou a bater nas cordas com o polegar e puxá-las, de forma percussiva. Estava criado o Slap. Mas, se não foi o curioso Larry Graham que o inventou, com certeza ele foi quem primeiro popularizou a técnica, que realmente chama a atenção do ouvinte quando é escutada.
O Slap é usado, em grande parte, no funk e no soul. Mas, com o passar do anos, simplesmente TODOS os estilos que você ouve hoje em dia, pode-se achar Slap. Nem que seja em um compasso só. Essa diversidade musical em que ele é empregado se deve basicamente a Flea, baixista do Red Hot Chili Peppers. O australiando (radicado nos Estados Unidos), utiliza a técnica de forma vigorosa e sensata em todos os álbuns da banda, se tornando o grande precussor moderno da técnica. A ele, se devem tambem os maiores estudos entorno do Slap, na criação de linhas. Sem contar na grande influência para os baixistas do mundo todo. O Slap é uma técnica difícil e que, quando aprendida de verdade, trás uma expansão enorme para o universo musical do intéprete, porém, essa técnica tem uma peculiaridade, é igual a alguma cachaça ruim: é bom pensar 3 vezes antes de usar!

Bom, era só isso mesmo! Se eu tiver a oportunidade de ouvir mais dúvidas (que eu possa ajudar em algo, claro) ou sugestões, certamente farei outro tópico desse. Boa noite!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Não à raparigagem!


Mês de junho - Festa junina - Comidas típicas - Forró e muita animação! Misture todas essas palavras e voilà: você tem uma típica reportagem televisiva sobre a tradição nordestina!
Como não bastassem essas reportagens clichês repetidas exaustivamente feriado a feriado, é possível notar a crescente valorização de um estilo musical totalmente vendido a interesses financeiros e ao (mau) gosto “do povão”.
Os ritmos que tradicionalmente compõem o forró são: o baião, o xote, o xaxado e o coco. O baião é composto (normalmente) por um “zabumbeiro”, um “triangueiro” e um “sanfoneiro”. Trata de acontecimentos tipicamente regionais, tendo por cenário o sertão e/ou a zona da mata e o dia-a-dia do matuto como foco da letra, tal qual a vida do boiadeiro, a “prantação”, o menino “buchudo”, etc.
O coco, por sua vez, tem um background negro mais forte, sendo cantado em roda à la Lia de Itamaracá ou no estilo embolado de Jackson do pandeiro.
O xote é uma dança de origem alemã, repassada à população rural através da presença de imigrantes, principalmente no governo de D. Pedro II.
O xaxado, popularizado por Lampião e seu bando, consistia numa dança feita apenas por homens, sendo assim chamado pelo som que os sapatos produziam no chão, em contato com os cascalhos.
Ignorando a linha, a cena, os instrumentos musicais utilizados e toda essa respeitável tradição, eis que surge o mal-afamado “forró-eletrônico”. Esse novo estilo musical (pois não é forró de jeito nenhum!) é composto normalmente por 2 vocalistas (um homem e uma mulher, em 99% dos casos), um tecladista de guaraja ou lambada, um baterista, um guitarrista, um baixista e uma banda de metais, além de uma penca de mulher gostosa. Já pela descrição, é possível notar a total não-semelhança com o forró pé-de-serra, pois nem a presença da sanfona, instrumento símbolo do forró, foi respeitada.
O curioso desse estilo musical é que atingiu tal prestígio entre os recifenses, que instituiu um costume nas classes sociais mais abastadas: a viagem até cidades de interior para assistir seus shows em época de São João.
Como um estilo musical relativamente recente como o “forró-eletrônico” consegue ter uma força tão grande a ponto de deslocar a nata da sociedade recifense a uma cidade da zona da mata, por exemplo?
As apresentações dessas bandas são extremamente previsíveis: alinham-se em frente os vocalistas, sendo seguidos pelos casais (que fazem verdadeiras acrobacias) e a banda mais atrás. Quase sempre o vocalista está usando uma camisa pólo com um escudo ou um número na frente, calça jeans e tênis, dançando como um playboy dançaria em frente ao posto de gasolina. A diferença de voz entre um cantor de um grupo a outro inexiste, de modo que somente um phd no assunto poderia perceber a diferença no timbre de voz de um “Riquelme” para um “Raí”.
Suas letras incitam o alcoolismo, o materialismo, a promiscuidade e outros “ismos”, que disseminam entre o público um verdadeiro culto à prostituição, caracterizando dessa maneira uma cultura de massa extremamente inaceitável e perigosa. Ex.os: “Dinheiro na mão, calcinha no chão. Dinheiro sumiu, calcinha subiu”, “Vamos-se embora pr’um bar, beber, cair e levantar!”, dentre outras patifarias.
De que forma pode o governo (mesmo bem-intencionado) tentar combater as mazelas sociais se esses indivíduos estão sempre lá, martelando na cabeça de todos a “bagaceira e a raparigagem” como ideal de vida?
A meu ver, todo esse processo está tomando um rumo desenfreado e deve ter suas rédeas puxadas. A cidade de Caruaru, por exemplo, numa atitude exemplar, proibiu a exibição de tais aberrações em palcos locais, preservando seus cidadãos do lixo recifense.
Não há mal algum na adequação um estilo musical a uma situação, desde que esta preserve ao menos as características principais da linha, de preferência não a vendendo a interesses puramente capitalistas, desrespeitando seus pró-genitores e admiradores de fato. Basta de raparigagem!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

terça-feira, 25 de maio de 2010

Stripes.

Quando mais novo eu tinha uma grande admiração pelos White Stripes,não sei se pelo fato de que era uma 'banda' de duas pessoas, ou se era porque que quem comandava as baquetas era (é) a interessante Meg White.Claro, depois de, cof cof, um pouco mais amadurecido musicalmente, eu pude apreciar o quão a suposta 'falta' de integrantes é completamente relevada quando se ouvem os belíssimos arranjos criados pelos dois, em especial Jack White.Um gênio, diga-se de passagem.
Bom, sem mais delongas, vou tentar fazer uma pequena análise do 4º album de estúdio da banda, o 'Elephant', que foi lançado em 2003. Porquê desse album? Penso que ele é um dos melhores albuns da dupla, juntamente com o 'White Blood Cells', lançado 2 anos antes.

O cd abre com a mundialmente, digo, universalmente conhecida 'Seven nation army':

http://www.youtube.com/watch?v=6j7huh5Egew

O riff, que se extende por quase toda a música, virou 'hino' da torcida italiana na copa de 2006, onde o 'Seven nation army' se refere ao, literalmente, sete exércitos da nação cujo a azurra teve que enfrentar até chegar o título.
Musicalmente falando, a melodia é bem simples (marca registrada do WS), onde Jack White geralmente a toca ao vivo com um violão e um oitavador.A bateria, de tambem fácil execução, marca o pulso da música de uma forma serena durante o verso, e de forma avassaladora no refrão.Vale a pena ressaltar tambem o solo bastante minimalista executado por jack, mas que se encaixa perfeitamente na musica, não fazendo-a desandar em nenhum momento.
Infelizmente, acho que não há mais muito do que se falar desse hit, que martela na cabeça de milhões de pessoas desde seu lançamento.

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A próxima música do album é 'Black math', outro single do álbum.

http://www.youtube.com/watch?v=K3MJru1tfZQ

Eu tenho duas observações bastante pessoais para fazer sobre essa segunda faixa. A primeira, é que eu acho que a escolha de Black math para segunda música faz um belo contraste com a faixa de abertura, já que tem uma pegada mais 'punk', por assim dizer, no início. Outra observação, é que é uma das músicas em que se observa a diferença de timbragem beirando a perfeição em que Jack tira dos seus quase pré-históricos amplificadores valvulados, sem levar em consideração a péssima Airline '59 2P que ele resolve usar como guitarra. Essa música, juntamente com Seven nation army, foi uma das mais tocadas pelas rádios no ano em que foi lançada.

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A 3ª música é There's no home for you here'

http://www.youtube.com/watch?v=lbA2jLI0_p0

Lembra bastante 'Dead leaves and dirty grounds' (muito pelo fato da introspecção da música) do album 'White Blood Cells', já citado anteriormente. A música começa em distorção, com o acorde de lá maior, e é de simples execução. Chegando ao meio, a música dá uma pequena pausa para a entrada do solo, ponte, e solo de novo, todos bem minimalistas. Mas oque chama a atenção mesmo nessa faixa é a letra depressiva, onde supostamente alguém quer acabar um relacionamento, mas não sabe como, como podemos ver no trecho:
'I'm only waiting for the proper time to tell youThat it's impossible to get along with you'
E Meg, mais uma vez, não deixa a desejar na bateria.
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'I just don't know what to do with myself' é a primeira 'pseudo-baladinha' do album,
http://www.youtube.com/watch?v=2iVRqCLGRtY
A música (escrita por Burt Bacharach) é um cover de Dusty Springfield de 1964, onde jack faz mudanças bem sentidas na melodia, dando á musica um ar maior de vivacidade que ela não tinha antes como se pode observar aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=EA48IL6bQQU
Sem tirar o mérito da envolvente voz da americana, o arranjo feito para essa nova versão tem uma pegada mais rock e me arrisco até em dizer que tem uma melodia mais bem trabalhada.
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Logo após ‘I just don’t know what to do whit myself’, temos ‘In the cold,cold night’
http://www.youtube.com/user/audioslavelover#p/search/3/mAqJez9AjZw
Essa faixa tem duas peculiaridades. A primeira, é que é Meg que canta nela, provando ser bastante afinada apesar da reduzida experiência nessa área. A segunda peculiaridade, é que é umas das faixas em que Jack toca baixo (!), fazendo uma linha bem simples, mas se encaixando com a guitarra também simplista da música. A bateria é quase inexistente.
Recomendo ouvir essa música.
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‘I want to be the boy’ é outra faixa bastante interessante, já que Jack toca piano nela :
http://www.youtube.com/user/audioslavelover#p/search/2/Dux7u4M8CYE
O piano se destaca bastante na música, dando a ela uma característica de rock clássico e ‘bluesy’ junto com o solo de guitarra, em que ele usa o slide.
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‘You’ve got her in your pocket’ é uma das musicas que eu, particularmente, menos gostei no cd ‘Elephant’.
http://www.youtube.com/user/audioslavelover#p/search/0/Ss5VDv8GLfM
Apesar d’eu acreditar que muitos não vão concordar com oque eu vou dizer, eu vejo que essa é uma das poucas musicas do álbum que não ‘anda’.Ela simplesmente não tem progressividade, apesar da belíssima letra, que trata-se de uma certa paranóia amorosa, onde ocorre uma espécie de contra-senso instrumental com as letras.
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A próxima música é, pra mim, a melhor música de todo o álbum. Ball and biscuit é um ótimo blues executado pela dupla.
http://www.youtube.com/watch?v=03YUgHAshSo (apresentação ao vivo @ the basement)
A melodia, que lembra um pouco de Steve Ray Vaughan, é meio que uma essência da banda demonstrada através dos acordes e da blues overdrive. Nessa apresentação ao vivo, podemos ver fortemente a técnica apurada que Jack possui em suas improvisações, coisa recorrente nos shows.E, com essa apresentação, pode-se dizer sem medo de errar que o guitarrista é um dos poucos que, atualmente, consegue tocar blues tão fielmente, e ao mesmo tempo de forma tão magistral.
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Outro hit, ‘The hardest button to button’ (a faixa 9), foi bastante executado no lançamento do disco, juntamente com ‘Seven nation army’ e ‘Black math’. O clipe dela é bastente curioso, que até rendeu paródia dos simpsons!
http://www.youtube.com/watch?v=gLESpHrtvxs
A bateria marcanta, junto com o arranjo de guitarra são simplesmente impossíveis de tirar da cabeça assim que se ouve a música. Jack também toca baixo nessa música.
A música fala de, possivelmente, algum irmão de um personagem fictício (talvez até mesmo uma história de Jack) nasce, mas o sujeito da música, seu novo irmão, e a mãe deles passam por dificuldades financeiras.
È um dos maiores sucessos da banda, incontestavelmente.
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A ótima ‘Little acorns’ derruba a teoria de uma amiga, Priscila Ferraz, de que as musicas numero ‘10’ dos álbuns não estão entre as melhores do mesmo.
http://www.youtube.com/user/audioslavelover#p/search/0/pz4dVof3mTc
Juntamente com ‘Ball and biscuit’, essa é uma das minhas faixas favoritas.
Ela começa com uma gravação falando sobre, anh, um esquilo. É, é bem estranho, você tem que ouvir essa música!A gravação se delonga juntamente com um ‘lick’ de piano, que depois dá lugar a duas guitarras.
É outra música ‘Must see’.
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A curta ‘Hipnotyze’ é outra música com uma pegada bastante punk, se tornando outro hit da banda.
http://www.youtube.com/user/audioslavelover#p/search/3/DKJ_w0-aZEA
A música é afinada meio tom abaixo, oque lhe dá uma pegada mais grave.Mais uma vez (claro, não poderia deixar de ser), a música é de fácil execução, sendo que oque dá o ‘quê’ dela é o tom sujo que Jack deixou na guitarra. Alem da ponte dela, que é melódicamente simplista ao extremo, mas muito boa.
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‘The air near my fingers’ lembra tanto ‘Hipnotyze’ que você pode acabar achando que, pelo começo dela, você deixou o cd tocando e é um ‘outro’ da música anterior.
http://www.youtube.com/user/audioslavelover#p/search/6/XXBKnK5l24Y
Mas não é por isso que ela deixa de se tornar uma ótima música, mas é também uma das que você acaba sentindo a necessidade de um baixo, pelo ‘vazio’ que ela deixa no refrão; Apesar de ter um efeitozinho nela que eu gosto muito.
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‘Girl you have no faith in medicine’ é faixa seguinte:
http://www.youtube.com/user/audioslavelover#p/search/2/jKTG05rw2iw
Lembra muito as duas músicas anteriores, sendo muito boa mesmo assim.Mantém a ‘pegada’ do álbum (a quem diga que ela lembra AC/DC).
Mesmos moldes, mesmo timbre, mesma crítica.
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A última faixa é no mínimo MUITO curiosa:
http://www.youtube.com/user/audioslavelover#p/search/1/x5iMJ1Fc6bU
‘Well it’s true that we love one another’ é uma música em que cantam Jack, Meg e creio eu uma ‘Holly’, e, a musica é um country blues sobre uma ‘conversa’ entre Jack e Meg, onde a mesma chama o front man de ‘little brother’, apesar de terem sido casados. E ainda tem uma ‘Holly’ no meio, servindo de pombo correio! Vai entender...

Bom, no final de tudo , eu só posso agradecer a sua paciência de (talvez) ter lido isto aqui até o final, eu sei que não foi fácil!
O álbum Elephant é um álbum que todo amante de música de qualidade deve ter em casa, pois a dupla é uma das poucas bandas que salvam o mainstream no dias atuais.
Toda essa mistura de rock, punk, country e blues tocando em ‘duo’ se tornou uma referência pros estilos nos dias de hoje, onde vemos tanta porcaria ganhando legião de fãs e rios de dinheiro.
Eu, humildemente, recomendo os shows ‘Live at the basement’ e ‘Under blackpool lights’. Ótimos shows!
Bom, acho que é só isso!Boa noite…e até!



quarta-feira, 19 de maio de 2010

Vertentes metálicas


Dentre os muitos tipos de metal, há o metal melódico.

Essa vertente não é lá muito apreciada pelos pioneiros headbanger's, (heavy, trash, etc) pois recebe muitas acusações. Uma delas é a de se embrenhar de tal forma na cultura pop que perde características essenciais

A banda Sonata Arctica é um bom exemplo, cujas principais características são: letras possuidoras d'um lirismo extremado, (por vezes "amadorescas") refrões seguidos de solos emotivos louváveis e a velha voz de falsete.

Um dos pontos fortes do melódico é a criatividade e vivacidade dos músicos, que normalmente criam solos mais técnicos e velozes que outras vertentes.

Não se pode negar, entretanto, que essa preocupação formal (dita pop) difere dos outros metais pela sua simples essência - o metal clássico é despojado, largado, se preocupa com o efeito bruto causado por sua música, não pela melodia em si.
E é justamente esse o motivo do desentendimento: os metaleiros conservadores não admitem essa preocupação, de tal forma que excluem o melódico da cena musical, desconsiderando suas atividades.
Entretanto, o que não se pode perder de vista, é que o objetivo do metal melódico é bem outro. Como o próprio nome já o diz, seu objetivo é atingir uma melodia aprazível, diferentemente dos outros, que são dados como lugar comum.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Tempos modernos




Essa imagem, bem grande e produzida, poderia ser sobre uma campanha publicitária das tintas Iquine, mas não, essa é a banda sensação entre os jovens do Brasil, atualmente.

a 'banda' cine é composta por: DH- vocais; Dan- guitarra e,cof,programações; Dave - bateria e voz; Bruno - baixo e voz; Pedro - percussão.

Não há muito oque se falar da banda (alem do fato de parecer que vomitaram um arco-íris encima deles), não pelo fato de ser nova, e sim porque tem apenas um projeto de musica chamado 'garota radical'.

Esse é o ponto em que eu quero chegar : a análise dessa tentativa frustrada de música.

aprecie por si só.

'Who o ow
Who o o o ow
Who o oaaaa
Ye ye yeah

O simples torna ela demais
Quinta o shopping, domingo os pais
Tente entender por que ainda ligo pra você
Ela só me diz não, pra mim já tornou padrão e faz por querer

Te vejo na minha (Te vejo na minha)
Vai ser só minha (Vai ser só minha)
Falo tão sério, é sério você vai
Vai ser só minha (Vai ser só minha)
Vem ser só minha
Vai ser você
Aposto um beijo que você me quer

Who o ow
Who o o o ow
Who o oaaaa
Eu te completo baby
Who o ow
Who o o o ow
Who o oaaaa
Vem que é certo baby

Sempre escuta as bandas que eu nunca ouvi
Sempre de vestido pra sair
E quando ela sai, não importa pra onde vai
Sempre com o cartão do pai, compra tudo e se distrai

Te vejo na minha (Te vejo na minha)
Vai ser só minha (Vai ser só minha)
Falo tão sério, é sério você vai
Vai ser só minha (Vai ser só minha)
Vem ser só minha
Vai ser você
Aposto um beijo que você me quer

Who o ow
Who o o o ow
Who o oaaaa
Eu te completo baby
Who o ow
Who o o o ow
Who o oaaaa
Vem que é certo baby

Te ver no sábado e escutar tudo que eu já sei, pode decorar
Não é fácil, eu não me faço
Egoísta, sim, eu não nego
Por isso insisto em ti e me entrego mais, mais, mais
Who o ow
Who o o o ow
Who o oaaaa
Vai ser você
Aposto um beijo que você me quer'

_

'quinta o shopping,domingo os pais'
'eu te completo baby'
'aposto um beijo que você me quer'

Creio em uma teoria que bandas se vendem completamente para as gravadoras apenas para satisfazer um nicho do mercado, que nesse caso são pré-adolescentes de 12 anos.

Vide a complexidade musical que envolvem os bicordes e a letra da música.

_


Eu, particularmente, penso que você pode ter um gosto musical duvidoso sim, não tenho preconceitos, mas oque me deixa PUTO é o fato de uma banda como essa estar em evidência, ao invés de outras bandas muito melhores, que realmente teêm algo a acrescentar ás pessoas.

e,se você que estiver lendo isso gostar de Cine, Restart, Select, Play, por favor, continue lendo esse blog no futuro.

vamos lhe salvar.

musical

Numa análise Kafkaniana dos fatos, eis que surge o blog musical da nova era...
Aqui Chopin toca banda Lapada,
Slash só faz tocar mal
Madonna entra pro convento
E NX zero toca metal.
Só mesmo esse blog doidera,
Pra rimar mal com metal!